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Vídeo que circula nas redes sociais expõe comida com larvas na Operação Verão em Guarujá

Imagens mostram refeição em condições impróprias; Prefeitura é responsável pela alimentação e hospedagem do efetivo reforçado


Um vídeo que passou a circular nas redes sociais nos últimos dias expôs uma situação grave enfrentada por policiais militares destacados para a Operação Verão em Guarujá. As imagens mostram uma refeição supostamente servida aos agentes com presença de larvas, o que gerou forte repercussão e indignação entre policiais e internautas.


Durante a Operação Verão, policiais vindos de diversas cidades do Estado permanecem no município por quase dois meses para reforçar o policiamento ostensivo. A Prefeitura de Guarujá é responsável pela alimentação e pelo alojamento desses agentes, inclusive por meio de contratação de empresa privada para fornecimento das refeições.


Além do problema sanitário evidenciado no vídeo, há relatos de falta de variação no cardápio. Segundo informações, os policiais estariam consumindo basicamente frango desde o dia 15 de dezembro, sem alternância adequada de alimentos. Muitos desses profissionais permanecem todo o período da operação longe de suas residências, que ficam a quilômetros de distância, sem retornar para casa ou rever suas famílias.


As condições de alojamento também são alvo de críticas. Os policiais estão acomodados em escolas, locais inadequados para permanência prolongada de adultos em regime operacional, o que compromete o descanso e a recuperação física necessários à atividade policial.


O episódio chama atenção quando se observa que criminosos presos não podem receber, de forma contínua, o mesmo tipo de alimentação, justamente para preservar condições mínimas de dignidade e saúde. O contraste reforça o questionamento sobre o tratamento dispensado a agentes públicos que atuam na linha de frente da segurança.


Outro ponto sensível é a ausência de posicionamento firme da administração municipal. A Secretaria de Segurança de Guarujá é comandada por um coronel da Polícia Militar aposentado, o que aumenta a expectativa de atenção às condições enfrentadas pelo efetivo. Até o momento, porém, não há notícia de providências públicas para apuração dos fatos ou responsabilização da empresa fornecedora.

Do ponto de vista administrativo, caso confirmada, a situação pode caracterizar falha grave na execução contratual e possível omissão na fiscalização, com afronta aos princípios da eficiência e da moralidade administrativa.


Enquanto o vídeo segue circulando e gerando repercussão, permanece a cobrança por respostas objetivas da Prefeitura. A questão central continua sem esclarecimento: quem fiscaliza a qualidade dos serviços pagos com recursos públicos e destinados àqueles que garantem a segurança da cidade?

 
 
 

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