Ato “Acorda Brasil” Reúne Militantes Do Partido Novo Na Enseada
- Wanderson Paixão
- 7 de fev.
- 2 min de leitura

Manifestação na Praça Horácio Lafer critica gastos públicos, governo federal e cobra maior fiscalização do Estado
Guarujá (SP) – Na tarde dessa sexta-feira(06), militantes do Partido Novo realizaram, na Praça Horácio Lafer, no bairro da Enseada, o evento intitulado “Ato Acorda Brasil”, reunindo apoiadores e pré-candidatos em uma manifestação de caráter político e crítico ao governo federal. O foco central do ato foi a defesa do voto consciente, a vigilância sobre os gastos públicos e a responsabilização de agentes políticos.

Durante a mobilização, os participantes ergueram um boneco inflável popularmente conhecido como “pixuleco” ou “Lula ladrão”, em alusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também foram distribuídos panfletos com mensagens alertando a população sobre a necessidade de maior atenção às contas públicas e à condução administrativa do país.
Os manifestantes destacaram críticas aos gastos do governo federal. Dados divulgados por órgãos oficiais indicam que, em 2025, a despesa do setor público com juros da dívida alcançou aproximadamente R$ 1 trilhão, configurando o maior valor nominal já registrado para esse item. No mesmo período, o resultado nominal das contas públicas ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão em déficit, considerando despesas totais, receitas e juros da dívida, fato amplamente repercutido na imprensa econômica.

No discurso político do ato, também foram mencionados episódios de grande repercussão envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), relacionados a descontos indevidos em benefícios previdenciários. Os organizadores citaram ainda o chamado caso do Banco Master, apontado como investigação em andamento e tratado pelos manifestantes como mais um elemento de desgaste do governo, embora sem decisões judiciais definitivas que comprovem envolvimento direto do presidente da República.
Outro símbolo do protesto foi um boneco inflável com a frase “perdeu, mané”, expressão atribuída a ex-ministro e utilizada como crítica aos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro. Para os participantes, apesar de a esquerda classificar o episódio como tentativa de golpe de Estado, o que se observou teria sido a aplicação de penas consideradas desproporcionais, inclusive com condenações por crimes graves sem a apreensão de armas no contexto dos fatos.
O presidente do Partido Novo Guarujá, Marcelo Pinto, ressaltou a importância do evento para o cenário político local e relembrou que o município, nas últimas eleições, votou majoritariamente em candidatos do campo da direita, como Jair Bolsonaro à Presidência da República, Tarcísio de Freitas ao governo do Estado de São Paulo, Marcos Pontes ao Senado, além de deputados federais e estaduais do mesmo espectro ideológico. Segundo ele, o ato reforça a tradição política da cidade e incentiva a participação cívica da população.

Também estiveram presentes pré-candidatos a deputado estadual pelo Partido Novo, entre eles Bárbara Kogos, além de Caio Folha, o pastor Ricardo Madureira e outros militantes da legenda. A manifestação transcorreu de forma pacífica e teve como eixo central a crítica à condução do governo federal e a defesa de maior rigor na gestão e no controle dos recursos públicos.




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